CRISE NÃO BARRA INVESTIMENTOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Possíveis efeitos da crise econômica na Europa não freiam investimentos na indústria da construção civil no Brasil. Um exemplo é a Votorantim Cimentos. Segundo Paulo Motta, diretor no Negócio Cimento da VC, a estratégia da empresa é trabalhar com capacidade ociosa de produção (15 a 20%), ficando assim preparada para atuar em momentos de pico em um mercado que se caracteriza por forte sazonalidade. A Votorantim Cimentos consolida R$ 5 bilhões em investimentos em novas fábricas no período de 2007 a 2013. Com isso, a empresa pretende aumentar sua capacidade de produção anual para 42 milhões de toneladas até o final de 2013, quando serão 35 plantas no País. "Somente em 2011 a Votorantim Cimentos acrescentou ao mercado nacional mais 5,6 milhões de toneladas de cimento, com seis novas unidades, incluindo a nova linha de produção de Paulista (PE)", diz Paulo Motta. "Para 2012, a demanda dependerá muito do impacto da crise europeia na economia brasileira, podendo ocorrer uma desaceleração importante do crescimento visto nos últimos dois anos. Apesar dos indícios de desaceleração no crescimento da demanda, a Votorantim Cimentos segue com seu plano de expansão, com perspectiva de inaugurar mais quatro linhas de produção, que juntas acrescentarão mais 5 milhões de toneladas de cimento anuais ao mercado nacional" – conclui o executivo.
INDÚSTRIA GOIANA CONTINUA CRESCENDO ACIMA DA MÉDIA
A produção industrial goiana foi a 3ª que mais cresceu no País em 2011, na comparação com o ano anterior, embora tenha perdido o ritmo acelerado registrado no ano anterior (17,1%). A taxa anual de 6,2% ficou bem acima da média nacional, de 0,3%, conforme divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Goiás é o único Estado entre os 14 pesquisados que registra aumentos seguidos de produção, desde 2003, quando foi incluído na pesquisa do Instituto. No ano passado, o Estado esteve entre as nove unidades da Federação que tiveram alta na produção. Os outros cinco registraram queda. A liderança ficou com o Paraná (7%), seguido do Espírito Santo (6,8%).
EMPREGOS: DILMA DESTACA A FORÇA DA CONSTRUÇÃO
No programa Café com a Presidenta, exibido na segunda-feira pela rádio EBC Brasil, Dilma Rousseff destacou a criação de quase 2 milhões de empregos formais em 2011, com ênfase para os setores de serviços, comércio e construção civil. Segundo a presidenta, hoje o mercado formal exige cada vez mais a qualificação dos trabalhadores e, para dar mais oportunidades, o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego) vai oferecer, em 2012, 1,160 milhão de vagas e cursos de qualificação nas áreas de construção civil, informática, mecânica, turismo, auxiliar de enfermagem, entre outras. Eles serão realizados em parceria com o Senai, o Senac e as escolas técnicas federais. Durante a entrevista, a presidenta ressaltou ainda que o número de trabalhadores com carteira assinada no setor da construção civil praticamente dobrou nos últimos cinco anos. Em dezembro de 2006, a construção civil tinha 1,393 milhão de trabalhadores formais. E em dezembro do ano passado, 2,732 milhão de empregados. “São pedreiros, serventes, azulejistas, marceneiros e eletricistas entre vários outros profissionais que conquistaram um emprego novo”, enfatizou. No que se refere aos salários, a presidente registrou que os trabalhadores da construção civil tiveram um aumento de 37% acima da inflação nos últimos cinco anos. Reforçou, por último, que o aquecimento do setor está muito ligado aos investimentos do governo nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no Minha Casa, Minha Vida (PMCMV.
MANTEGA: INVESTIMENTO ATIVA O DESENVOLVIMENTO
Em entrevista publicada no última edição da revista Isto É Dinheiro, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, informa como pretende proteger a economia brasileira e assegurar um aumento de 4,5% do PIB em 2012. Segundo o ministro, 2012 será o ano dos investimentos. O governo aposta no investimento como o motor do desenvolvimento. Obras da usina de Santo Antônio, prédios do Minha Casa, Minha Vida e a refinaria da Petrobras: projetos do PAC são prioridade do governo neste ano. A entrevista destaca que são os recursos produtivos, tanto públicos quanto privados, que vão modernizar a infraestrutura e preparar o parque industrial para o crescimento dos próximos anos. Projetos de logística, energia e habitação encabeçam a lista de prioridades desse pacote de crescimento, que inclui as obras do PAC e medidas de desoneração tributária
No começo da semana passada, o Ministro se reuniu com representantes da Caixa, do Banco do Brasil e de construtoras para pedir o empenho de todo o setor para acelerar a construção das unidades do Programa Minha Casa Minha Vida. O setor de construção civil é um dos que mais cresceram nos últimos anos, mas o governo acha que as obras do programa que pretende construir e entregar 2,5 milhões de residências até 2014 podem andar mais depressa.
Projetos não faltam. O que faltou, nos últimos anos, foi mais velocidade para tirá-los do papel. No ano passado, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) só conseguiu gastar R$ 28 bilhões. Neste ano, o governo garante que vai executar todo o orçamento, superior a R$ 40 bilhões. São obras importantes, como novas usinas hidrelétricas, rodovias, ferrovias, projetos de saneamento básico, portos e aeroportos. Em todos esses setores, a parceria com o setor privado é fundamental. Nos planos do governo, os investimentos privados devem chegar a 17% do PIB, enquanto os do setor público, incluindo as estatais, aumentariam de 2,8% do PIB em 2011 para algo entre 3% e 3,5% em 2012. É o bom e velho desenvolvimentismo, mas com uma ênfase diferente na participação dos agentes econômicos. "No passado era só o Estado que investia, e o setor privado era um coadjuvante", diz o Ministro. "Agora nós queremos que o setor privado seja o protagonista."
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